Nos dias de hoje, em que o ensino é cada vez mais direccionado para a aquisição de competências, torna-se imperativo que o processo ensino/aprendizagem seja um processo dinâmico, no qual o aluno seja um agente activo, capaz de construir o seu próprio conhecimento, sendo este verdadeiramente significativo para o aluno, permitindo aplicá-lo no seu dia-a-dia enquanto profissional e enquanto cidadão. Assim, as ferramentas cognitivas surgem como aplicações informáticas capazes de proporcionarem aos alunos uma reflexão critica da sua aprendizagem, tornando-a significativa.
Vivemos cada vez mais numa “Aldeia Global” na qual tudo acontece a uma velocidade estonteante, e tudo se sabe em toda a parte um segundo depois de acontecer. Dispomos hoje, de um conjunto de ferramentas, como o computador, a internet, os meios de comunicação, capazes de nos rodear de muita informação num curto espaço de tempo. Assim, é urgente capacitar os alunos de meios que lhes permitam aprender não só a partir de computadores mas também com os computadores.
Com o Magalhães, e o e-escolas a grande maioria dos alunos aparece capacitada (muitos apenas aparentemente) a trabalhar com o computador, tirando dele todo o potencial, ou seja, a manejá-lo de modo a fazer algo produtivo com ele. No entanto, na minha experiência profissional, apesar de pouca, constato que a grande maioria dos aluno, deixa-se manipular pelo computador, reduzindo-o muitas vezes a uma consola de jogos, não se mostrando capaz de utilizá-lo de forma a potenciar a sua aprendizagem. Assim, quando os computadores forem utilizados ferramentas de ampliação e reestruturação cognitiva elas possibilitam ampliar o conhecimento do aluno.
Em suma, e segundo o autor, “ferramenta cognitiva representam uma abordagem construtivista da utilização dos computadores, ou de qualquer outra tecnologia, ambiente ou actividade, que estimule os alunos na reflexão, manipulação e representação sobre o que sabem, ao invés de reproduzirem o que alguém lhes diz” , ou seja, o aluno é capaz de produzir o seu próprio conhecimento, criar de forma crítica e significativa um novo modo de interagir com o mundo que o rodeia, daqui pode nascer um pensamento critico, e um pensamento criativo, capaz de inovar e de fazer avançar o mundo.
28 de fevereiro de 2009
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